Investimento de 200 milhões para capacitação de catadores

A necessidade de participação na logística reversa — ou seja, o caminho de volta das embalagens usadas em seus produtos, viabilizando sua reciclagem — surgiu com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina que a responsabilidade pelo processo deve ser compartilhada por toda a sociedade. Os governos têm que oferecer esquemas de coleta seletiva, os cidadãos têm que separar seu lixo e as empresas arcar com os custos da destinação final e do pagamento por serviços ambientais.

A lei obriga fabricantes, distribuidores e comerciantes a “introduzir sistemas de logística reversa para assegurar a restituição dos resíduos sólidos para seu reaproveitamento ou outra destinação ambientalmente adequada”. Para realizar a logística reversa, a infraestrutura necessária inclui caminhões de coleta e usinas de reciclagem.

Além disso, a lei estabelece o envolvimento dos catadores no processo de implementação da logística reversa, visando a sua emancipação econômica e incentivando a criação e o desenvolvimento de cooperativas. A lei cria ainda a meta de acabar com os lixões até agosto de 2014, a partir de quando não será mais possível aterrar produtos como garrafas, celulares e baterias.

Uma das alternativas para que haja participação dos catadores na logística reversa é o mercado de crédito, que nasceu de uma parceria entre o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e a Bolsa de Valores Ambientais do RJ (BVRio).

Fonte: economia.ig.com.br